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Tem gente que gosta mais da sogra



Tem sogra que é só sogra.

E tem sogra que vira casa.

 

Tem sogra que é confidente. Daquelas com quem se divide a vida, os silêncios, as raivas do filho e até as dúvidas que não cabem em mais ninguém. Escuta sem julgamento automático. Acolhe sem obrigação. Entende que amar alguém não é passar pano, é estar presente.

 

Tem sogra que protege. Que observa de longe, mas está sempre ali. Uma guardiã dentro da família. Aquela figura que faz você saber que não está sozinha, que existe uma aliada, mesmo quando tudo parece confuso. Esse tipo de proteção não faz barulho, mas sustenta.

 

Tem sogra que ensina a viver uma casa. Não como estética, mas como essência. Ensina que casa é cuidado diário. É o jeito certo de colocar o pano de chão no rodo. É guardar as compras com carinho, tudo em potinhos. É entender que organização é uma forma de amor.

 

Tem sogra que mostra que valor não tem a ver com preço. Que dá para comprar coisas boas em lugares simples. Que viver bem não é sobre ostentar, é sobre escolher com consciência. E faz isso com naturalidade, sem discurso, apenas vivendo.

 

Tem sogra que vê além dos rótulos. Que enxerga a pessoa por trás da imagem. Que não se deixa levar pelo estereótipo, mas observa, entende e acolhe. Esse olhar muda tudo.

 

Tem sogra que vira quase mãe. E isso nunca desmerece mãe nenhuma. São afetos diferentes, lugares diferentes, funções diferentes. Não competem. Convivem.

 

E, ainda assim, a vida às vezes decide que o relacionamento acaba. E junto com ele, por convenção social, perde-se a sogra. O que é profundamente injusto. Porque tem gente que gosta mais da sogra do que da própria pessoa com quem estava se relacionando.

 

Talvez por isso não exista ex-sogra. Existe vínculo que não deveria ser cancelado por término. Existem mães que a vida empresta por um tempo. Algumas ficam, outras seguem outro caminho. Mas, quando são boas, continuam existindo dentro da gente.

 

Essa é uma homenagem às sogras boas.

Às que acolhem, ensinam, protegem e caminham junto.

Às que viram casa.

1 comentário

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18 de dez. de 2025
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Só tive uma sogra-mãe-casa assim. E nos amamos a distância até hj.

Já a atual, se pudesse casava com o bebezão perfeitinho dela.

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