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Nº 01: Ser solteira é uma merda

  • Júlia
  • 20 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura



Oi, tudo bem? Eu sou a Júlia.


Comecei a escrever essas cartas para mim mesma, para não esquecer os momentos que vivi. Agora, decidi compartilhá-las com vocês.


Vou contar a minha jornada dentro de um relacionamento que, visto de fora, parecia absolutamente normal, mas por dentro só Deus e eu sabíamos o que realmente estava acontecendo.


Então, sente-se, acomode-se no sofá e venha comigo rir e chorar dessa jornada.




Querido diário,


Já fazem dois anos que me divorciei do Igor e, desde então, não entrei em um relacionamento sério. E, sinceramente, essa história de que a vida de solteira é mágica não faz sentido pra mim. Tem gente que ama essa fase, fala sobre liberdade, sobre se descobrir, sobre curtir a própria companhia... Mas, pra mim, é só um tédio interminável. O que eu quero de verdade é me sentir amada, conectada com alguém de um jeito real. Quero aquele amor que envolve, que acalma. Aquele que faz você ter certeza de que, pelo menos naquele momento, está no lugar certo, com a pessoa certa.


E além da solidão, tem o peso do término. Meu divórcio foi um baque pra mim e abalou muito minha relação com a minha família. Até hoje, eles não aceitam muito bem minha separação. É como se, além de perder um casamento, eu tivesse perdido um pouco do meu lar.


Mas aí eu me pergunto... Por que eu me entrego tanto? E por que, junto com essa entrega, sempre vem essa culpa que me sufoca? Parece que tem algo em mim que simplesmente não aceita a superficialidade. Eu preciso de profundidade, de intensidade. Gosto de mergulhar nos sentimentos, de me doar inteira. Preciso de conexão de verdade, pele na pele, olho no olho. Isso me traz paz, me faz sentir viva.


E o ciclo sempre se repete... No começo, tudo parece mágico. Me sinto correspondida, me jogo sem medo, acreditando que dessa vez vai ser diferente. Mas aí, a realidade bate à porta. E então vem aquela sensação de vazio. Me sinto usada. E o pior? Também me sinto culpada. Como se eu tivesse usado o outro pra preencher algo que falta dentro de mim.


Sempre estive nessa busca pelo amor. E uma vez, eu achei. Foi com o Igor. Foram 14 anos juntos. Durante muito tempo, achei que estava segura, que ele me amava até mais do que eu a ele. Mas quando esse amor começou a esfriar, quando a solidão dentro do próprio relacionamento virou rotina, tudo desmoronou. E desde então... só frustração.


Eu só queria entender por que é tão difícil encontrar alguém que me ame do jeito que eu sou. Sem que eu precise me moldar, sem que eu precise correr atrás. Mas, por mais que eu tente, por mais que eu procure, parece que esse amor verdadeiro continua escapando das minhas mãos.


2 comentários

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11 de mar. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Júlia, eu me senti assim por muito tempo, em todos os meus relacionamentos até quase dois anos atrás… eu sempre me senti errada, me disseram sempre que eu era muito, que me entregava muito, como se isso fosse algo ruim, como se fosse um defeito me dedicar a quem eu me propus amar! Mas olha, vou te dizer uma coisa, um dia, alguém vai olhar pra você e ver cada pedacinho real de você e vai não só compreender e ‘aceitar’, vai te fazer sentir que você é incrível justamente por ser você! E você é, tenho certeza! ♥️

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Convidado:
11 de mar. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Vai ficar tudo bem, Júlia! A Júlia do futuro vai descobrir que o amor de verdade não escapa e nem desmorona. bjsssss

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